quinta-feira, junho 1

Maria, a Irmã de Lázaro, uma Devoção Amorosa - Lição: 10 CPAD - Junho 2017 - Em EDIÇÃO – Passível de revisão e correções!

Maria, a Irmã de Lázaro, uma Devoção Amorosa
Lição: 10 CPAD - Junho 2017
Estudo Pr. Osvarela
Em EDIÇÃO – Passível de revisão e correções!
Texto Áureo
Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento.
João 12.3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 12. 1-11
1 FOI, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.
2 Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3 Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.
4 Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
7 Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
8 Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
9 E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos.
10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;
11 Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.
Exórdio
Relato da unção de Jesus por Maria em Betânia é parte do prefácio à história da paixão, como registrada nos evangelhos sinóticos.
Marcos se refere a "alguns dos presentes" (Mc.14.4),
Mateus concentra-se nos "discípulos" (Mt.26.8) e
João destaca a participação avarenta e comprometedora de "Judas Iscariotes" (Jo.12.4,5).
A mulher que realizou esta nobre atitude em quebrar o vaso de alabastro era Maria, irmã de Marta e Lázaro (Jo.12.1-8). Obs.: quebrr tem o sentido de deslacrar a tampa do vaso.
Aquele prefácio, como dado principalmente por Mateus, inclui quatro particulares:
Primeiro, uma afirmação feita por Jesus aos seus discípulos dois dias antes da Páscoa referente à sua traição;
Segundo, um encontro dos sacerdotes em Jerusalém para discutir quando e como Jesus devia ser morto;
Terceiro, a unção por Maria; 
Quarto, a secreta correspondência entre Judas e os sacerdotes.
Ao estudarmos esta narrativa está se cumprindo o que Jesus profetizou a respeito desta ação:
“Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.” Marcos 14:8,9
O alabastro era um frasco lacrado, de gargalo longo, que continha valioso perfume, normalmente usado na unção de personalidades notáveis da época ou no preparo de mortuário de monarcas e pessoas ricas.
Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Naquela época  as pessoas não sentavam à mesa à nossa semelhança. Elas deitavam em uma espécie de sofá e apoiava-se em um dos braços enquanto comia com o outro, diante de uma mesa em forma de “U”. A uma mulher não era honroso participar desse evento exceto se estivesse a servir a mesa.
Enquanto ele estava à mesa, Maria quebrou o vaso de alabastro e ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e a casa inteira ficou cheia com o perfume do bálsamo. Pôs-se a derramá-lo sobre a cabeça de Jesus.
Este ponto do Evangelho é uma inflexão na trajetória de Jesus e de seu traidor Judas.
“5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;”
É neste instante que outro Evangelista narra que Judas vai iniciar seu plano diabólico de traição a Jesus. É neste ponto que a vida de Jesus é trocada, já na mente de Judas, pelo dinheiro. Por isto, o Evangelista dá ênfase a este bem material.
Etimologia
a cidade de Betânia foi originalmente uma aldeia da antiga Judéia identificada com a aldeia de AL-Eizeriya, também denominada de Bariyeh ou Lazarriyeh. Pertenceu a Tetrarquia de Arquelau que antecedeu Herodes até 6 dC2, foi descoberto, através de pesquisas arqueológicas, que em 37 a.C. a cidade de Betânia fazia parte do Império de Roma. Por motivo político foi cedida ao pequeno Império de Herodes, o Grande e era chamada de Betaneia. 
Betânia: Significa “casa da aflição”, “casa dos figos” ou “casa das tâmaras verdes”.
Tem origem no hebraico beit-te’enah, que quer dizer “casa dos figos”.
O original em hebraico era o nome da pequena cidade localizada no Monte da Oliveiras onde morava Lázaro, Maria e Marta.
No livro sagrado dos judeus, Talmude, o nome Betânia é traduzido por “casa das tâmaras verdes” em razão das tameiras existentes na região e também pode ser considerado como um dos seus significados. Dicionário de Nomes Próprios
Betânia mostra o lado de Jesus homem, chorando e em contínua amizade com seus amigos, mesmo os mais difíceis de serem aceitos pela comunidade, da época, como Simão, o leproso, e Lázaro, o ressuscitado.
Alguns tentam comprovar que Lázaro e Simão seriam a mesma pessoa, o que se fosse, e tivesse respaldo bíblico, seria muito mais interessante e notável neste perfil de Jesus humano, e do Jesus Cristo poderoso em Curar.
Maria é conhecida por este episódio, conhecido como a “unção em Betânia” é contado por 3 evangelistas: Mateus 26, 6-13, Marcos 14,3-9 e João 12,1-8.
Marias e Marias
Contraponto histórico. A exegese bíblica nos dá a certeza que Lucas ao narrar o encontro de Jesus com uma mulher, na casa de um fariseu que lhe convidara para a janta, que lava seus pés com lágrimas e os enxuga com os cabelos; esse episódio, todavia, parece ser diferente daquele contado pelos outros evangelistas (Lucas 7). Nesse caso a protagonista é chamada “pecadora”.
Mateus e Marcos não ajudam a entender quem era a mulher que ungiu Jesus, em João é muito claro que essa mulher era Maria irmã de Lázaro. De fato, em João 11,1-2 se diz: Havia um doente, Lázaro, de Betânia, povoado de Maria e de sua irmã Marta. Maria era aquela que ungiu o Senhor com bálsamo e lhe enxugara os pés com os cabelos.
João conhecia bem Maria Madalena e Maria irmã de Lázaro. É improvável que ele tenha feito confusão entre as duas marias.
A relação de Jesus com seus amigos o coloca no centro de valorização das amizades, incluindo as mulheres que o serviram.
λαζαρος - Lazaros - לעזר; n. pr. m. Lázaro = “a quem Deus ajuda” (uma forma do nome hebraico Eleazar); habitante de Betânia, amado por Cristo e ressuscitado da morte por ele;
Μαρθα - Martha - (significa ama) מרתא; n. pr. F. Marta = “ela foi rebelde”; irmã de Lázaro e Maria de Betânia
Μαρια - Maria ou Μαριαμ - Mariam; מרים; n. pr. F. Maria = “sua rebelião”; Maria, mãe de Jesus; Maria Madalena, uma mulher de Magdala; Maria, irmã de Lázaro e Marta
 חרם- cherem ou (Zc 14.11)  חרם - cherem; n. m. uma coisa devotada, uma coisa dedicada, proibição, devoção; uma rede, coisa perfurada; que foi completamente destruído, (designado para) destruição total.
 חרם - Chorem; n. pr. Loc. Horém = “sagrado”; uma das cidades fortificadas em Naftali
חרם - Charim; n. pr. M. Harim = “dedicado”; um sacerdote na época de Davi que estava encarregado do terceiro turno; líder de uma família de exilados totalizando 1017 que retornaram com Zorobabel; outro líder de uma família de exilados totalizando 320 que retornaram com Zorobabel; um sacerdote na época de Neemias; um governante do povo sob Neemias
חרמה - Chormah; n. pr. Loc. Horma = “devoção”; uma cidade dos cananeus conquistada por Josué, repartida para Judá e localizada no sul de Judá.
O caráter de Maria era tomado de generosidade. Alguém que tem um coração tomado de atributos que lhe fazem ser:
Agradecida
Reconhecida
Espiritualmente com um caráter que reconhece a divindade em Jesus, como Senhor
Gratidão
Adoração
Reconhecimento do Senhorio de Cristo.
Humilde na sua demonstração de gratidão que a levou a adorar
Alguém que oferece o melhor
Essa sua ligação entusiástica à pessoa de Cristo, demonstra a mais proeminente característica no caráter de Maria:
Seu poder de amar,
Sua capacidade de abnegação. Virtudes, tais, como manifesta em sua ação, que tocaram o coração e gerou a admiração e reconhecimento de Jesus.
Nobreza - o espírito de Maria não era menos notável que sua liberalidade. Não havia traço de utilitarismo vulgar em seu caráter, em contraste com Judas.
מחיר - m ̂echiyr - significando comprar; n. m. preço, salário, preço, custo, recompensa, salário.
שכר- seker; n. m. soldo, salário
שכר - sakar; n. m. soldo, salário; recompensa, pagamento; preço, taxa, pedágio
διδωμι - didomi; v. dar algo a alguém; dar algo a alguém de livre e espontânea vontade, para sua vantagem; como um objeto do seu cuidado salvador; dar-se a alguém, segui-lo como um líder ou mestre.
Amor e Usura
βαλαντιον - balantion - (como um depositário); n. n. uma sacola de dinheiro, bolsa
δωρον - doron; n. n. dom, presente; presentes oferecidos em expressão de honra - de sacrifícios e outros presentes oferecidos a Deus - do dinheiro lançado no tesouro para uso do templo e para o socorro do pobre; oferta de um presente ou de presentes.
λιψ - lips de leibo (despejar uma “libação”); n. m. vento sudoeste; a quarta dos céus, de onde sopra o vento sudoeste
λογια - logia ou λογεια - logeia; n. f. coleta - de dinheiro arrecadado para assistência ao pobre
φιλαργυρια - philarguria; n. f. amor ao dinheiro, avareza
φιλαργυρος - philarguros; adj. que ama o dinheiro, avareza
φιλαυτος - philautos; adj. que ama a si mesmo;bem atento aos próprios interesses, egoísta
αισχροκεδης - aischrokerdes e kerdos (ganho); adj. ansioso pelo lucro ilegítimo, ganancioso pelo dinheiro
αισχροκερδως - aischrokerdos; adv. avidez pelo lucro ilegítimo
Judas era ávido pelo dinheiro. Diferente de Maria, ele só pensava no lucro fácil.
A narrativa em foco mostra dois caracteres opostos.
Maria uma agradecida e despreendida do valor do dinheiro.
Afeição e traição
Maria em Betânia, em seu indizível amor, quebrando o frasco de alabastro, e derramando seu conteúdo na cabeça e nos pés de seu Amado Senhor.
Judas, oferece-se para vender seu Mestre, por menos, do que Maria tinha gasto em um inútil ato de afeição!
No ato de Maria a tipificação do perfume de Cristo é total. Jesus era o vaso especial, caro e forte cheio do melhor perfume de Deus – O Amor.
“E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:38-42
Maria é apresentada como uma adoradora, em outras narrativas e ela neste ato, apenas, externa o que aprendeu e como aprendeu ao ser amiga de Jesus.
O próprio, amigo, Jesus fez uma declaração de sua preferência, em ouvir a Palavra de Deus, envolvendo as atividades diárias da mesma com Marta sua irmã.
O Reino Em Primeiro Lugar
E volta a ressaltar que, algumas questões espirituais, se sobrepõe as coisas materiais, que poderão ser resolvidas a tempo. Quando Jesus se refere aos pobres, coloca a necessidade de atos que colocam a vida espiritual e os planos de Deus em primeiro lugar:
Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra. Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.”
Marcos 14:6-8
Você já apresentou a Deus seu melhor sacrifício. Mesmo para uma família moderadamente bem sucedida, 300 denários era muito dinheiro, ela fez um verdadeiro ato de sacrifício.
Ódio e baixeza de cada lado, e verdadeiro amor no meio, Jesus o extrato puro de Deus dado a humanidade sendo ungido para sua libação de sacrifício.
Maria através de sua oferta quebra paradigmas e demonstra seu interior sem reservas
Maria Ousou quebrar com o costume do povo.
Maria demonstrou ter um grande sentimento por Jesus.
Maria entregou-se totalmente e fez o que podia visando adorar Jesus.
Maria Entregou o que tinha de maior valor.
Maria Expôs-se à reprovação popular.
Maria Expressou sua adoração a Cristo.
Maria Humilhou-se aos seus pés.
Maria fez um ato de gratidão e reconhecimento da grandeza de Cristo.
Maria O exaltou ungindo sua cabeça.
Maria profetizou, com seu ato, ainda que sem perceber, a morte de Jesus e sua ressurreição. Notemos que, as mulheres foram ao túmulo levando unguento para o corpo do morto – Jesus – que não estava, mais lá.
Este ato memorável de Maria, narrado neste trecho dos Evangelhos, com seu vaso de alabastro pertence à história da paixão, em virtude da interpretação dada a ele por Jesus, que lhe dá o caráter preparatório do ato salvífico do Calvário.
“6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
7 Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
8 Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.”
Esta passagem é Evangelho puro, como o unguento de nardo faz parte da descrição da caminhada de Jesus e seus doze discípulos, através deles podemos inferir o caráter pessoal e a forma como se comportam, seja de maneira favorável ou de uma construção desfavorável do caráter de cada um, em especial de Judas. Embora, todos os discípulos, aparentemente, desaprovaram o ato, destaca-se uma diferença entre Judas e o resto, pois, ele ao desaprovar o ato de Maria o faz, por motivos pessoais [roubava a bolsa do concílio apostólico] o engano, enquanto seus condiscípulos foram honestos, em seu julgamento e em seus motivos. Em sua acusação, os doze prestaram a Maria um grande serviço. Eles asseguraram para ela um grande defensor em Jesus, e futuros elogiadores neles mesmos.
Um ato de devoção
Um ato de coragem
3 Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.
5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
9 E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos.
10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;
11 Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.
É necessário ao leitor observar que Maria, além de confessar a adoração ao Cristo ela o faz em um ato de extrema coragem.
Jesus estava na alça de mira do sinédrio e dos saduceus, que dominavam o Templo como o alvo perfeito para ser morto.
Pelos saduceus, que viam em Jesus um Mestre contrário a seus pensamentos, e doutrinas, contrárias a ressurreição, e a narrativa mostra que Lázaro, o ressuscitado por Jesus estava à mesa e a multidão de moradores se acotovelavam para vê-lo.
“E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos: Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado. Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás. E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem. Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo. E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.” Mateus 26:1-7
Era um momento tenso e decisivo para alguém demonstrar seu apego e amor a Jesus, principalmente com algo tão valioso como um vaso de alabastro cheio de nardo puro, no valor de 300 denários, ou 300 dias de trabalho.
Destaque:
Papa Gregório, o Grande (viveu há quase 1500 anos): “A mulher que Lucas chama de ‘a pecadora’ e João de ‘Maria’, cremos que seja aquela de quem Marcos diz que Jesus expulsou 7 demônios (Maria Madalena)” (Sermões sobre o Evangelho, 33).
Contudo, fazendo uma análise cuidadosa, podemos dizer que a Maria da unção é a irmã de Lázaro.
Perfume precioso – é um símbolo do ato de Maria para nossas vidas, como adoração.
δηναριον - denarion de origem latina; n n denário = “que contem dez”; moeda romana de prata usada na época do NT. Recebeu este nome por ser equivalente a dez “asses”. Depois de 217 A.C., este número aumentou para dezesseis (cerca de 3.898 gramas). Era a principal moeda de prata do império romano.
Da parábola dos trabalhadores da vinha, tem-se a impressão de que o denário era costumeiramente o pagamento devido por um dia de trabalho. Mateus 20.2-13
δραχμη - drachme; n. f. dracma, moeda de prata grega que tem aproximadamente o mesmo peso do denário romano.
αφιλ-αργυρος - aphilarguros; adj. que não ama o dinheiro, não avarento.
De outro lado, oposto, Judas com toda a avidez na bolsa dos discípulos. Dentro dos seus planos o dinheiro seria fatal em seu erro final, ao ser tomado pelo mal.
ναρδοςnardos, de origem estrangeira; n. f. nardo, a ponta ou o cacho de uma planta perfumada do leste da Índia que pertence ao gênero Valeriana, que produz um sumo de odor delicioso que os antigos usavam (seja puro ou misturado) na preparação de um precioso unguento; óleo de nardo ou unguento.
A oferta de Maria demonstra um caráter puro, ao analisarmos o texto diz: “...um arrátel de ungüento de nardo puro...
Em qualquer lugar em que o Evangelho é realmente pregado, o relato da unção deve ser louvado como a melhor ilustração possível do espírito que moveu Jesus a dar sua vida, como também do espírito do cristianismo como ele se manifesta na vida e no caráter de crentes sinceros.
A “boa ação” de Maria ainda se assemelha à de Cristo em seu caráter de dedicação. Não foi sem um esforço e um sacrifício que aquela devotada mulher realizou seu famoso ato de homenagem. Todos os evangelistas mencionaram o preço do ungüento.
Marcos e João falam dos discípulos murmuradores calculando seu valor em trezentos denários, isto é, o salário anual de um trabalhador braçal na taxa de um denário por dia. Por si só era de fato uma grande soma; mas o que deve especialmente ser notado é que era uma soma muito grande para Maria. Isso sabemos das próprias palavras de Cristo, como registradas pelo segundo evangelista . “Ela fez o que pôde”.
Magnificência - incorretamente chamada por avarentos de extravagância e desperdício, é um atributo invariável de todo verdadeiro amor o mundo não admite exageros na adoração. Maria nos dá o exemplo e semelhança do que um cristão, como diz Paulo é um “louco”, por Jesus Cristo.
Maria verbaliza este versículo ao abrir o vaso de alabastro, derramá-lo por inteiro sobre os pés de Jesus, não se importando quanto custou ou o que poderia comprar com este dinheiro, mas profetizando uma preparação do corpo de Jesus.
Ela nos lembra que o mundo segundo a sua filosofia, que os fariseus e outros partidos e gregos tinham:
Não seja tão liberal em seus sentimentos, muito caloroso em suas simpatias, muito ansioso em seu sentido de dever; nunca permita que seu coração assuma o controle de sua cabeça, ou que seus princípios interfiram em seus interesses.”
É a antipatia do mundo por toda a sinceridade, especialmente no bem, e para com nós que temos o bom perfume de Cristo, é por isto, que todas as nações têm seus provérbios contra o entusiasmo. Os gregos tinham seu μηδεν αγαν, os latinos seu Ne quid nimis; expressando o ceticismo no criador de provérbio e no citador quanto à possibilidade da sabedoria ser entusiástica sobre qualquer coisa.
O provérbio escocês com o mesmo sentido é “Nae owers are guid”.
Em EDIÇÃO – Passível de revisão e correções! Continua.
Bibliografia
Vaso de alabastro - Geraldo Barbosa
A Unção em Betânia: terceira lição sobre a doutrina da cruz; Mt 26.6-13; Mc 14.3-9; Jo 12.1-8; A. B. Bruce
“Ao Senhor pertence a salvação” - Jonas 2:9 - Monergismo
Lázaro, Marta e Maria: A História mal contada – Obs.: texto contrário a Bíblia, com conceito que a exegese realizada pelos evangélicos está errada.
A pecadora que ungiu os pés de Jesus – Wilma Rejane
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