sábado, março 25

UMA VIDA DE FRUTICAÇÃO - LIÇÃO 13 CPAD - 1º TRIMESTRE 2017

UMA VIDA DE FRUTICAÇÃO
LIÇÃO 13 CPAD 1º TRIMESTRE 2017
SUBSÍDIO Estudo Pastor Osvarela
TEXTO ÁUREO
JOÃO 15.2 “Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.”
TEXTO DE LEITURA
João 15:1-6
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Observação: estivemos alguns dias sem postar devido a acúmulo de atividades na área acadêmica e por alguns problemas de saúde, já vencidos. Mas, continuamos nosso Ministério atuando no Ensino e na Ministração do Evangelho. Obrigado aos nossos leitores!
ETIMOLOGIA:
αμπελων - ampelon; n.m. vinhedo, vinha
αμπελος - ampelos; n. f. videira
αμπελουργος - ampelourgos; n. m. vinhateiro
γεωργος - georgos; n. m. uma agricultor, lavrador do solo, dono de vinha
καθαρος - katharos; adj. limpo, puro - purificado pelo fogo, numa comparação, como uma vinha limpa pela poda e bem preparado para carregar de frutas
שלחה - shilluchah; n. f. broto, sarmento 
Sarmento: Rebento da videira
DISCURSO
Frutificação só é compreensível espiritualmente
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 1 Coríntios 2:14
A vida cristã é um desafio para a produção de fruto do Espírito. Em contraposição as Obras da Carne, a sarx, o cristão desafia o senso comum do homem natural, pelo qual ele pode realizar o que quiser. Porém o homem natural nada entende o espiritual e é por isto, que os regenerados pela Palavra vivem uma vida de frutificação, em busca continuada de formar um completo fruto do Espírito com a ajuda do Espírito Santo, tendo por certeza, que a Obra redentiva de Jesus Cristo nos permite viver na esperança da vida eterna, pois, o próprio Espírito nos ajuda em todas as nossas dificuldades.
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” Romanos 8:26
A dupla intercessão nos faz vencer a carne e frutificarmos espiritualmente, mesmo antes da redenção da Criação, que aguarda, através de gemidos, a redenção final dos frutificandos no Espírito.
Assim, nós temos forças divinas que dominam com soberania o atual Reino de Deus, a nosso favor contribuindo para o nosso bem:
“...mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus ...” Romanos 8:26-28
Ela mesma, a Criação, teve sua frutificação conspurcada, pelo mesmo Mal, o qual, atingiu ao homem, e que nos tenta tentando impedir que tenhamos uma vida de Frutificação.
“...a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” Romanos 8:20,21
Quem dá seiva as varas é a videira.
Esta interessante parábola nos ensina que sem a frutificação ramos são retirados, e outros pela Graça podem ser enxertados, numa alusão ente Israel e nós os gentios.
“... se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Não te glories contra os ramos; ... não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.... Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.” Romanos 11:16-21
Um Aviso à frutificação
Em concordância, com a Revelação Geral das Escrituras, e utilizando o suporte do texto paulino, acima, somos lembrados da prevalência do aviso, antes da morte é uma forma utilizada por Jesus para aviso aos que não dão valor a estarem enxertados, através da Graça, N’Ele no sentido de terem sido resgatados da condenação e por endurecimento dos originalmente eleitos como ramos da Vide.
“Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” Romanos 3:22-24
Sem a seiva, que não chega às varas, estas murcham, secam e são obrigatoriamente cortadas pelo vinhateiro.
Cristo é a Videira verdadeira e nós os crentes somos ramos. Somente Ele pode arrancar os ramos ou permitir o enxerto redentivo dos gentios e remover e tornar a repor os antigos ramos – Israel.
A vinha [Vitis vinífera] ou videira divina já passou pelo processo ou estágio de sua plenitude, na Obra da Cruz, e pode frutificar, mesmo tendo enxertos em si.
            “Antes de alcançar o amadurecimento e o sabor pleno, a videira passa por vários estágios.
Temos que entender, que este discurso de Jesus é uma exposição didático-doutrinária, sobre o crente que não produz em sua Vinha, aquele que não frutifica, causa danos a toda a vide, pois se ele não produz apenas recebe seiva e impede da Vide Santa crescer, além de prejudicar a todos os amos, ou varas produtivas, pois, se este infrutífero ramo não for cortado diminuiu a frutificação de todas as varas.
Assim, acontece, com nós, os crentes ao sermos infrutíferos é sinal que há muito das Obras da carne em nós de tal forma que as não há comunhão, com a essência da Vide que é frutificar!
Jesus vai ensinar, mais uma vez, com um exemplo conhecido naquela região de boas vides.
Precisamos entender que a poda é uma das técnicas mais importantes, que ajuda a planta a produzir maior quantidade de frutos com melhor qualidade
Dizem os técnicos em Botânica sobre o processo de cuidados com uma vinha:
O princípio que a cultura da videira e do vinho restringe-se a latitudes, por um lado compatíveis com o crescimento e desenvolvimento harmonioso da Vitis vinífera, e por outro lado coincidentes com o clima 'mediterrâneo' (e respectivas variantes), o 'ciclo da vinha' reparte-se, mais ou menos, ao longo de oito meses do ano. Pode variar desde 130 dias nas regiões quentes para as variedades mais precoces, até mais de 200 dias para regiões de clima frio ou de feição mais continental.
Aprendemos que a seiva é fundamental para que haja frutificação ou aparecimento dos brotos, um fenômeno chamado de abrolhamento: “Se os cortes da poda invernal não cicatrizaram, a seiva escorre através da ferida até ao aparecimento dos gomos ou início do abrolhamento. A quantidade de líquido por dia, por videira, pode atingir 1 litro, é seiva desperdiçada.
Podemos entender, pois porque a passagem do Texto de Leitura.
A videira, em seu meio natural, pode atingir grande desenvolvimento. Nessas condições, a produtividade não é constante e os cachos são pequenos e de baixa qualidade. Ao limitar o número e o comprimento dos sarmentos, a poda seca proporciona um balanço racional entre o vigor e a produção, regularizando a quantidade de uva produzida e sua qualidade. A poda verde constitui-se num importante complemento da poda seca para melhorar as condições do dossel vegetativo do vinhedo.
Poda seca  
     Os principais objetivos da poda seca são: a) propiciar que as videiras frutifiquem desde os primeiros anos de plantio; b) limitar o número de gemas para regularizar e harmonizar a produção e o vigor, de modo a um ponto que podem levá-las a períodos de baixa frutificação; c) melhorar a qualidade da uva, que pode ser comprometida por uma elevada produção; d) uniformizar a distribuição da seiva elaborada para os diferentes órgãos; e) proporcionar à planta uma forma determinada que se mantenha por muito tempo e que facilite a execução dos tratos culturais. As partes da videira com umidade persistente e pouco arejadas propiciam o desenvolvimento de doenças fúngicas. Para evitar a proliferação de doenças nas videiras, deve-se eleger o sistema de poda que assegure o máximo de circulação de ar e penetração de luz. Ou seja, varas que se afastam do tronco são expostas a ataques de doenças e não frutificam.
O sarmento da videira e suas partes (Segundo Chauvet & Raynier, 1979).
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Há princípios que norteiam a poda da Vide, e alguns deles podem nos ajudar a entender, porque Jesus usou este exemplo para demonstrar que muitas varas, devem ser tiradas se não dão frutos e precisam ser retiradas, pois impediriam a Frutificação anual da Vide.
Princípios fundamentais da poda
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.    
     Mesmo que os sistemas de poda sejam transmitidos durante gerações, de forma empírica ou intuitiva, é importante que o podador conheça as bases racionais nas quais se sustenta a difícil técnica de podar.
A  melhor época para podar é antes do nascimento de novas folhas, o que geralmente coincide com o final do inverno. “Deve ser feita depois que cai a folha, antes da brotação”
Veja alguns dos princípios da poda, os quais selecionamos, afim de podemos usar como figura aliada ao texto bíblico deste estudo, são os seguintes [lembrando que não estamos estudando sobre botânica, mas utilizando alguns princípios para entendimento do texto]:
Há três tipos de poda da videira: formação, frutificação e renovação, realizadas em função da idade da videira.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Poda de formação: tem por finalidade dar a forma adequada à planta.
Poda de frutificação: A poda de frutificação, também chamada de poda de produção, tem por objetivo preparar a videira para a produção da próxima safra. Deve ser feita através da eliminação de sarmentos mal localizados ou fracos e de ladrões, a fim de que permaneçam na planta somente as varas e/ou esporões desejados.
Poda de renovação: a poda de renovação consiste em eliminar as partes da planta, principalmente braços e cordões, que se encontram com pouca vitalidade.
A Poda de “Produção” consiste na eliminação do excesso de ramos, retirando aqueles fracos, imaturos, doentes, com entrenós curtos ou achatados ou ainda mal posicionados.
A poda rasa, consiste em podar rente à madeira.
A videira normalmente frutifica em ramos do ano que se desenvolvem de sarmentos do ano anterior.
Os ramos ladrões com crescimento normal podem ser utilizados como elementos da poda. Quando o desenvolvimento é rápido, com excessivo vigor, apresentam gemas pouco férteis ou geralmente estéreis.
O podador deve selecionar as varas e os esporões pela sua condição (vigor e sanidade) e, após, pela sua posição na planta.
O sistema de poda seca recomendado para as cultivares americanas e híbridas depende principalmente do hábito vegetativo de cada variedade.
     Algumas espécies de vide devem ser podadas deixando-se esporões com uma gema, ou seja, frutificaram e podem ser mantidas. As gemas, também chamadas de olhos, que fazem a planta crescer. Elas se localizam nos nós dos ramos, que são protuberâncias onde se formam as folhas e brotos.
A preocupação deve ser o presente (próxima safra), mas não se pode esquecer o futuro (safras subseqüentes).
O vigor individual dos ramos de uma videira é inversamente proporcional ao seu número.
Quanto mais o ramo se aproximar da posição vertical, maior será o seu vigor.
A brotação se inicia pelas gemas das pontas das varas ou esporões (brotação mais precoce e mais vigorosa); as gemas da parte mediana e da base das varas brotam posteriormente. A curvatura da vara, as amarrações e o uso de reguladores de crescimento alteram essa dominância.
Uma videira só tem condições de nutrir e maturar de forma eficaz uma determinada quantidade de frutos.
O tamanho e o peso dos cachos, nas mesmas condições de cultivar, solo, clima e poda, aumentam quando se faz desbaste de cachos após o pegamento do fruto.
Qualquer que seja o sistema de poda aplicado, o viticultor deverá vigiar para que a futura área foliar e a produção tenham as melhores condições de aeração, calor e luminosidade.
Para continuar um braço se elegerá o sarmento situado mais baixo e mais próximo da base.
Chamou a minha atenção um manejo da videira chamado de Desponta.
Desponta: A desponta consiste na eliminação de uma parte da extremidade do ramo em crescimento.
A desponta deve ser feita manualmente a partir da floração, repassando duas ou três vezes se necessário.
CONTINUA
Fonte:
Uvas Americanas e Híbridas para Processamento em Clima Temperado – EMBRAPA
8 dicas para podar videiras da maneira certa - Carolina Barros, estudante de jornalismo, com supervisão de Darlene Santiago
Revista de Vinhos (Portugal) - texto e fotos.

Bíblia on line

domingo, fevereiro 19

A Bondade que Confere Vida - Lição 09 CPAD

A Bondade que Confere Vida
Lição 09 CPAD Fevereiro 2017
Estudo Pr Osvarela
Texto Áureo
“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna.” 1 João 3.15
Texto Leitura
Mateus 5.20-26
20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.
21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.
23 Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.
26 Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.
Texto auxiliar
“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra tais coisas não existe leiGálatas 5:22,23
Discurso com étimos.
Bondade é: Qualidade de bom; Disposição natural para o bem; Benevolência, brandura, indulgência; Boa índole; Cortesia, favor, mercê; Justiça.
Romanos 2:3-6; cf. 11:22 “... Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado...”
A questão da bondade pode ser inferida, com relação à vida no texto de Paulo quando ele a compara com a severidade divina, em confronto com a sua benignidade. 
Bondade divina concede vida, pois somos enxertados N’Ele.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou” Efésios 2:4

Se formos ingratos e não bondosos de forma a termos a sua mercê (significado da bondade, como favor, ou Graça) podemos perder a seiva e lançados como um galho cortado de uma árvore morrermos, ficarmos sem vida, pois a sua Bondade é que nos dá Vida.
20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.
- chacad; v. ser bom, ser gentil: - mostrar bondade para; ser reprovado, ser envergonhado.
Este termo mostra que bondade é antes de tudo uma demonstração.
Não há como ser bom sem demonstrar para com outrem, não agindo assim o termo se torna reprovador, negativo, apresenta reprovação.
Há que se ter uma referência para sermos aprovados nesta questão da bondade. Por que realizar gentileza, não gera bondade.
Ética E Índole
É questão de índole. Todo cristão tem sua índole modificada pelo Evangelho, Palavra que regenera. Bondade está ligado a amabilidade a beleza ou formosura que o cristão, adquire ao se aproximar de Deus.
Ser cristão é saber praticar gentileza, praticar bondade, agir corretamente.
שפר-shepher; n. m. beleza, bondade, formosura
טוב – towb; adj. bom, agradável, amável; amável, agradável (aos sentidos): - agradável (à mais alta índole); bom, excelente (referindo-se à sua espécie); generoso; bom, correto (eticamente)
Entendendo o termo Raca.
Raca: Termo injurioso siríaco (alguns hebreus falavam o siríaco), empregado na linguagem bíblica. s.m+f Pessoa mentecapta, sandia, sem juízo. Termo popular de exprobração significa vil, desprezível. Homem sandeu, sem juízo. Cf. Duarte Nunes de Leão, Or. da Língua Port., 193.
Hebraico: reqah, que significava: sem valor, estúpido.
Era uma vigorosa expressão pejorativa. Na literatura rabínica reqa aparece como a exclamação de um oficial quando um subalterno não lhe deu a saudação devida. O cristão deve tratar com respeito e ternura ao mais ignorante e degradado.
O que Jesus quer ensinar que bondade antes de tudo se demonstra na vida, acima da religiosidade, não se pode ser filho de Deus legítimo e viver uma vida santificada, apenas por atos se religiosos, como ofertar, dizimar, cantar se nós não temos uma vida relacional sem perdão e “devendo” a outrem, mas do que valores, Jesus está dizendo que ser religioso não representa oferecer um culto verdadeiro culto.
Não seremos superiores a ninguém, por causa de nossa forma de religiosidade, pretensamente “correta”.
O que importa é um coração, os “rins”, splanchna puro:
“"Será que vocês ainda não conseguem entender? ", perguntou Jesus: "Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro’. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem ‘impuro’ ...".
Mateus 15:16-20
            ρακα - rhaka; n. vazio, i.e., sem sentido, pessoa que tem cabeça vazia, cabeça-oca; termo de repreensão usado entre os judeus no tempo de Cristo.
Era uma dura repreensão a alguém, chamar sem juízo, ensandecido, era quase um vilipêndio, a honra de alguém.
Jesus a usou, pois, os fariseus e os oficiais do levirato, tratavam os seus subordinados, quando estes não os cumprimentavam, com honraria que, achavam devida.
Na literatura rabínica reqa, aparece como a exclamação de um oficial quando um subalterno não lhe deu a saudação devida. O cristão deve tratar com respeito e ternura ao mais ignorante e degradado.
Tão importante quanto ser fiel na Lei e não adulterar ou matar; o importante é saber perdoar e não ter “rixa”, porfia ou disputa com teu irmão, xingar teu irmão, falar mal de alguém, fazer uma exprobração (censura do comportamento de alguém, colocando, o tal, como sem juízo) de teu irmão, e achar que está tudo bem:
vou cultuar, vou adorar, sou ofertante”, mas chamo meu irmão de louco, vou ao culto e canto, choro, mas não perdoei, meu irmão que vai ao mesmo culto!
22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.
Αγαθοεργεω - agathoergeo; v. fazer o bem, fazer bem feito, praticar bondade, agir corretamente.
Viver Correto
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.
26 Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.
Jesus está sobretudo, que a correção é uma forma de servir a Deus, para termos liberdade de vida. Não termos nossas vidas interrompidas por erros de relacionamentos, a colocação do valor monetário é uma inferência de quanto é importante ser bondoso, pois se aborrecemos nosso irmão não somos dignos de ter uma vida plena, estamos sempre numa possibilidade e ansiedade de prisões da vida, seja emocional, física mental, e até mesmo a dos homens.
Tudo isto, para mostrar o quanto é importante ter a justiça no coração, a justiça pela bondade, diferente da obrigatória. Por que esta é obrigação humana, já está até no coração natural.
Nós temos que expressar a bondade da regeneração, que é superior a legal, a determinada pela nomia. É ter uma vida integra.
E isto, é uma característica a ser mantida, pelo crente. Principalmente dentro da Comunidade cristã, dentro da chamada irmandade os ‘adelfos -  adelphos’.
αδελφοτης - adelphotes; n. f .irmandade, bondade fraterna; uma comunidade de irmãos, a irmandade
αγαθωσυνη - agathosune; n. f. integridade ou retidão de coração e vida, bondade, gentileza.
Ceitil -  Moeda referente ao Novo Testamento que tem o valor de 1/16 denário (um dia de trabalho). usada para traduzir o grego assarion, uma moeda romana de cobre que valia 1/16 do denário; Em Mt 5.26.
Integridade – Condenação
Morte na língua – Morte nas palavras
Jesus queria demonstrar e explicava, que pecado não é apenas cometer homicídio. Ficar dominado e irado, a ponto de gritar insultos, como raça (raca), para machucar alguém também é pecado.
É a exteriorização da vontade de matar (sabemos que não podemos), mas o que vem do interior representa que já “matamos”, ao menos mentalmente o irmão, mentalmente já machucamos, além das próprias palavras, ditas, cometemos um homicídio de maneira que nosso coração já está manchado com sangue alheio.
É neste momento, onde entra a reconciliação, ela é importante para não deixar a amargura crescer. Mateus 5:23-24
Seremos condenados ou absolvidos não só pelo fato de falarmos, ainda que sejamos vilipendiados, mas também pelo que vai em nosso coração, quando tratamos, principalmente, os irmãos com desprezo, com ar de inferioridade, como faziam os fariseus (não podemos esquecer que a discussão era com um grupo deste partido) independente de quem seja, mais do que estarmos contrariando às leis de Deus, contrariamos a redução crística da Lei do Amor, que diz que devemos amar ao próximo como a nós mesmos.
“Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: "Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor.”
Romanos 12:17-19
Seremos conduzidos ao julgamento se pensarmos que podemos fazer isto sem nenhuma condenação.
Ou mesmo, se pensarmos mal de alguém, amaldiçoando ou vilipendiando nome de irmãos.
Estamos matando com a língua o nosso irmão. Somos, por isto, condenados, da mesma forma, como o pai da mentira, Satanás foi condenado ao Inferno.
"Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44
Concluímos, que as regras de Deus, em plena Graça, são muito mais exigentes do que parecem as regras da Lei Mosaica. Não basta cumprir as regras mais óbvias; é preciso ter uma atitude interior correta.
Se não quisermos ficar pobres até o último ceitil (p.ext. quantia insignificante.)
Fonte:
Como entender Mateus 5:22, pois chamar alguém de tolo ou louco significa ser condenado ao inferno?
Dicionário Strong
Bíblia pregai
Bíblia online
Apontamentos do autor:

O que significa racá? 

domingo, fevereiro 12

BENIGNIDADE: UM ESCUDO PROTETOR CONTRA AS PORFIAS LIÇÃO 07 – CPAD – Fevereiro 2017

BENIGNIDADE: UM ESCUDO PROTETOR CONTRA AS PORFIAS
LIÇÃO 07 – CPAD – Fevereiro 2017
Estudo Pr Osvarela
TEXTO ÁUREO
 “Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4.32
Leitura Bíblica
Colossenses 3.12-17

12 - Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
13 - suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
14 - E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
15 - E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
17 - E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
ETIMOLOGIA
Benigno – adjetivo; cuja índole é boa; de bom caráter; benévolo, humano, bondoso; que é cortês, prestativo, no tratamento com os outros.
Benignidade – sub. fem. qualidade ou virtude do que é benigno. Qualidade de quem é brando, generoso, afável, complacente, indulgente; bondade; humanidade.
“A benignidade está mais relacionada com o caráter da pessoa, para ser mais claro, a pessoa que tem esse característica demonstra um amor (verdadeiro) para com os irmãos, não fazendo fofoca ou intrigas, não maldizente entre outras falhas do caráter.”
חסד – checed; grego: βηθεσδα; bondade, benignidade, fidelidade.
Benigno
1 - Afável.
2 - Favorável.
3 - Suave no trato.
4 - Que não apresenta caráter grave.
Que não apresenta caráter perigoso, que não tende a agravar-se de modo a ser fatal (tumor benigno; doença benigna).
Complacente, indulgente.
Fig. Brando, suave (inverno benigno).
Benigno: Que se compraz em fazer bem; benévolo; Afetuoso, bondoso, complacente (falando de pessoa); Agradável, favorável, propício, suave (falando das coisas).
Benignidade não é Bondade pois esta é: Qualidade de bom; Disposição natural para o bem; Benevolência, brandura, indulgência; Boa índole; Cortesia, favor, mercê; Justiça.
Do lat. benignus. Ant. ger.: maligno.
טוב – towb; adj. bom, agradável, amável; amável, agradável (aos sentidos): - agradável (à mais alta índole); bom, excelente (referindo-se à sua espécie); generoso, benigno; bom, correto (eticamente)
Porfia” com o significado de discussão, disputa, luta, teimosia.
רע - ra; adj. ruim, mau: -  ruim, desagradável, maligno; grosseiro (de mau caráter); mal (ético)
αντιλογια - antilogia; n. f. disputa, contradição; oposição, rebelião
πολεμος – polemos - de pelomai (alvoroçar-se); n. m. guerra; luta, batalha; disputa, contenda, rixa
ερις - eris; n. f. contenda, disputa, discussão
εριζω - erizo; v. disputar, envolver-se em uma contenda; usado para descrever o temperamento.
εριθεια - eritheia; n. f. propaganda eleitoral ou intriga por um ofício; aparentemente, no NT uma distinção requerida, um desejo de colocar-se acima, um espírito partidário e faccioso que não desdenha a astúcia: -  partidarismo, sectarismo.
A palavra usada para discussões é “eritheiai” que significa também discórdia.
Porfia; sub. Fem.; contenda de palavras; discussão, disputa, polêmica; qualidade do que é persistente; insistência, perseverança, tenacidade; fig. luta por alguma coisa desejada tb. por outro(s); competição, rivalidade, disputa.
Perfidĭa - 'perfídia, traição'
λογομαχεω – logomacheo ou λογομαχια- logomachia; v. contender a cerca de palavras; disputar a cerca de assuntos vazios e superficiais.
λυδδα - Ludda; n. pr. loc.Lida = “disputa”.
μαχη - mache; n. f. luta ou combate: -  daqueles em armas, uma batalha; de pessoas em discrepância, adversários, etc., discussão, contenda; disputa
μαχομαι - machomai; v. lutar:  de combatentes armados, ou daqueles que se empenham numa luta ombro a ombro; daqueles que se envolvem numa guerra de palavras, disputar, discutir, brigar; daqueles que brigam na lei por propriedade e privilégios.
Πολεμος; geralmente significa guerra, i.e., o curso total de hostilidades; μαχη, batalha, um único evento. É também verdade que μαχη tem freqüentemente o sentido mais fraco de briga ou disputa.
No original de (Nestle Aland), a palavra usada para porfia é “eris”, que significa ainda desavença, contenda. Na tradução o melhor para a palavra porfia seria rixas, estaria mais perto de nossa compreensão.
O significado de Porfia que foi perguntado fala de uma atitude de luta, briga; e peleja da ambição egoísta, cobiça pelo poder, divergência de pensamentos. O que podemos colocar e usar no sentido de rixa, entre os da igreja ou de fora da igreja, pela ambição ou desejo de domínio, e mesmo por pensar de forma diferente, não buscando o consenso.
Partidarismo – base espiritual maligna para a porfia.
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido?” 1 Coríntios 1:10-13
Ao listar as obras da Carne, o apóstolo Paulo enumera um catálogo de vícios, ou situações continuadas, que vencem o nosso bom senso, formando um conjunto de obras más que brotando do coração destroem a pessoa e a comunidade, neste caso corroem a Igreja de Cristo.
As Porfias - Rixas e discussões são provas de que a comunidade está na carnalidade e não vivem as obras do Espírito. E contaminam a igreja criando ambiente impróprio, que só a benignidade poderá aplacar a situação. Mas, quantos de nós estamos propensos a deixar a disputa mesmo com prejuízo.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra tais coisas não existe leiGálatas 5:22,23
Era o caso dos Gálatas - Os Gálatas necessitavam muitíssimo de que se pusesse ênfase nesta virtude, já que eles, como já vimos, provavelmente estavam se dividindo pelas contendas e por um espírito partidário. Ou mesmo dos partidarismo dos de Corinto.

Pequenas rixas – Porfias destroem todo o trabalho e espiritualidade de uma igreja ou de um departamento, seja um coral, uma classe de EBD, um grupo de evangelismo.
Paulo escreve aos de Filipos que até mesmo na pregação há porfia
- Filipenses 1.12-18:12. Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho;13. de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tonaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais;14. e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. 15. Alguns efetivamente proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade [podemos inferir e reler o texto com a apalavra benignidade, na posição de boa vontade];
O problema da luta ou da porfia tem sua origem no coração. O que nós queremos ver é um coração mudado. Nós queremos ver um coração que mudou do amor por si mesmo para o amor pelo próximo e pelo Senhor.
A Benignidade: Esta é suave e terna. Os primeiros cristãos se recomendavam por meio dela 2 Coríntios 6:4-6: ...recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido ...).
Este fruto, a ser exercido pelos crentes, é um pálido reflexo da benignidade pragmática divina  e primordial manifestada por Deus.
“ ...escaparás ao juízo de Deus? Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada um segundo as suas obras ...” Romanos 2:3-6; cf. 11:22 “... Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado...”
Deus é o parâmetro a ser imitado pois por sua benignidade não quer disputar com o homem, mas buscou a reconciliação em Si mesmo por Seu Filho.
Antes de tudo a benignidade principia e ressalta a excelência moral e espiritual, em todos os aspectos, criada pelo Espírito. Assim, neste estudo e contexto, contra a porfia, e como antídoto contra ela pode e deve ser visto que é mencionada depois da benignidade, se refere especialmente à generosidade de coração e de ações.
Como se vence a Porfia
Somo templo do Espírito Santo, Cristo disse e habita a vida interior dos crentes “no Espírito” (Romanos 8:9,10). E o mesmo Espírito nos foi dado por Cristo.
...tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros... Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.” João 15:15-17;26
Assim, só podemos vencer a Porfia com a benignidade compartilhada pelo Espírito se somos templo Ele operará em nós, se dermos espaço para sua manifestação exterior.
Relacionamento Horizontal
O grupo dos frutos, neste caso da benignidade é o terceiro grupo, dentre os nove, indica aquelas virtudes que se manifestam nas relações sociais.
Pressupondo e considerando, os crentes em seus diversos contatos uns com os outros (e com aqueles que não pertencem à comunidade cristã; a longanimidade é uma grande arma contra a hostilidade do mundo em sua atitude para com a igreja) e com destaque no Corpo e nas Igrejas, como Comunidade: longanimidade, benignidade, bondade.
Neste grupo, o primeiro fruto poderia referir-se à relação dos crentes com Deus e sua vontade revelada na Bíblia: fidelidade ou lealdade.
O segundo, presume-se, teria a ver com seu contato com os homens: mansidão.
O último, à relação que cada crente tem consigo mesmo, ou seja, com seus próprios desejos e paixões: domínio próprio.
Não há possibilidade de termos um bom relacionamento com o próximo se não afastarmos as disputas que, naturalmente surgem, por ideias, até mesmo, por projetos benéficos, por desavenças pequenas e pasmem, como em Corinto, mesmo em nome de Cristo.
A disputa é incentivada pela moderna sociedade e mesmo na Igreja primitiva ela existia.
E isto desde muito tempo, tenta infiltra-se na igreja, já que não queremos usar o versículo: “preferindo-vos em honra”.
Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros...Sede unânimes entre vós; ...A ninguém torneis mal por mal” Romanos 12:10-17
É a regra do texto base deste estudo: “Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4.32
Quem está disposto a ceder?
Quem mais cede, mais forte é, quem mais pode suportar e perdoar, mais parecido fica com a atitude de Cristo! Quem mais resiste ao sangramento da alma, aumenta a capacidade de ser benigno.
13 - suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
A cordialidade forja a benignidade amar ao próximo nos torna benignos. O amor a si mesmo é a base do amor ao próximo. É o que jesus nos ensinou, ao reduzir o texto do decálogo sobre as relações horizontais – homem, para com o próximo.
Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Mateus 19:19
Interessante que o texto bíblico relaciona a base familiar. O amor ao pai e a mãe é o parâmetro que, dirá e te ensinará a amar ao próximo. Alguém que não ama sua família terá dificuldades em amar ao próximo, pois é uma vertente do afeto natural não exercitada desde o berço.
15 - E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
Amar a Deus e usufruir de sua presença nos torna próximos de usarmos de sua benignidade:
Amar a Deus cria condições de exercitar benignidade, porque estamos próximo das virtudes imanentes de Deus:
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Mateus 22: 37-39
Um coração cheio de Deus impede que a Porfia tome força em nossas ações. Quem não sabe ser agradecido a Deus pela salvação não saberá ser agradecido a seu irmão que é igualmente salvo. Quando um crente exibe o fruto do Espírito, ele está mostrando características que, em última análise, são voltadas para Deus e para o próximo. Ser cheio do Espírito Santo significa ter uma vida controlada pelo Espírito.
Veja o caso de Corinto, cujos crentes são chamados por Paulo de “santos”:
            “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento”
1 Coríntios 1:2-5
Defesa – Escudo
Tomando sobretudo o escudo da fé
Nos preocupamos mais com aspectos exteriores;
Nos preocupamos mais com os dons espirituais;
É mais fácil medir a espiritualidade por fatores exteriores do que pelo fruto do Espírito.
Podemos ter os dons espirituais e mesmo assim ser imaturos.
Só há manifestação quando Deus tem liberdade em nossas vidas: as virtudes espirituais representam o Deus Espírito Santo produzindo um fruto espiritual numa medida além da capacidade humana.
Dominando velhos hábitos: “o fruto do Espírito é aparentemente difícil demais para nós, e nós, nos, auto justificamos, dizendo “eu também sou de carne, eu ainda estou na carne”.
Mas, ele foi feito para quem já morreu em Cristo!
Exige muito mais da mudança do caráter pessoal do que os padrões exteriores superficiais. É muito mais fácil evitar falar um palavrão do que adquirir o hábito de ter uma paciência piedosa ou ser benigno, enfrentando situações diárias que exigem esta qualidade, há horas que sucumbimos e perdemos a batalha, mas não a guerra, podemos voltar a trás, perdoar e sermos perdoados por Deus, pela sua benignidade e misericórdia.
Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes... Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros... e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.... havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino... Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” 1 Coríntios 12.1;25-27;13:8-13
A bem da verdade o que temos hoje é mais uma busca dos dons do que dos frutos, mais interessados nos dons do Espírito do que no fruto, mesmo diante do ensino claro, da Bíblia, de que alguém pode possuir dons e ser imaturo no progresso espiritual.
Quando falamos de escudo, temos que entender que nesta luta contra as Obras da carne, temos que ter uma armadura total, incluindo o escudo:
πανοπλια - panoplia; n. f. armadura inteira e completa; inclui escudo, espada, lança, capacete, grevas, e peitoral;”
Que possamos ser gratos para nos tornarmos benignos e afastarmos a Porfia de nosso meio usando o melhor escudo:
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de DeusEfésios 6:10-17
Fonte
Org A Bíblia - O que é porfia?
Filipenses 1:12-18 e Gálatas 1:1-10; Solano Portela
Pastoreando o Coração da Criança II; Dr. Tedd Tripp; Mudando As Atitudes Do Coração.
O Fruto do Espírito, William Hendriksen, apud Extraído do comentário de Gálatas; William Hendriksen, publicado pela Editora Cultura Cristã, páginas 321-325.
Bíblia on line
O Fruto do Espírito, R. C. Sproul apud Verdades essenciais da fé cristã: doutrinas básicas em linguagem simples e prática. Volume 3 (São Paulo: Cultura Cristã, 1999), pp. 30-31

Tiago Lima

Seguidores

Ocorreu um erro neste gadget

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical